- GÊNESIS -
Qual o significado disso tudo? Não podemos pensar em outra coisa a não ser a Lei do Retorno - Lei Imutável do Criador - primeiramente sai Abraão de Ur; chega a Canaã - que ainda não estava na condição de "Terra da Promessa" - peregrina por vários lugares, sempre dando testemunho do Deus Único. Que vai sendo espalhado na mente da genealogia fundada por ele.
Estacionando durante quatrocentos anos no Egito - a casa da servidão - para expurgar o mal, resultante de outra escravidão - voluntária - vinculando-se ao "deus" antropomórfico, pai da mentira. Considerados prontos e sob a orientação e liderança de Moisés - médium com têmpera de ferro - vão renovando-se psíquica e espiritualmente, não totalmente, dependendo da vontade, boa vontade, força de vontade e persistência de cada um deles. Uns mais e outros menos.
Aqueles resistentes a esta fé e disciplina, mesmo assim vagueiam por quarenta anos no deserto; até a tão sonhada conquista da Canaã prometida.
Alguns já haviam conquistado a terra onde jorrava leite e mel em abundância, no próprio íntimo. Para estes, a questão puramente material de Canaã, era apenas a consequência de algo ainda maior, que já vislumbravam; mesmo ainda na casa da servidão, no Egito. Pois, o equilíbrio, entre razão e sentimento, era o que abundava em seus corações.
No entanto isso era para poucos. Mesmo assim, tinham a consciência de que eram Espíritos perfeccionistas, imortais, e em infinita evolução. Estes já tinham a condição de esmagar, a cabeça da serpente do mal, quando esta tentasse ferir-lhe o calcanhar. Mantendo a vigilância, firmeza da fé, no Deus Verdadeiro e em seu Filho.
Tendo José bem administrado o Egito, com mãos de ferro, diga-se de passagem, porque é sabido que, em situações de exceção e mediante uma racionalização de alimentos, ou qualquer outra coisa de primeira necessidade, fatalmente haverá corruptores e corrupção.
Naqueles tempos no Egito, não era diferente. Por isso - em primeiro lugar - José fez uma espécie de estatização, das terras egípcias, comprando todas possíveis. Como uma medida ardilosa. Como o povo não possuía moeda corrente, era trocado pão, pelos animais que a população possuía.
E, depois dos animais, foi a vez das terras; oferecidas pela própria população; também pelo pão. Como diz um ditado popular - devido a dureza de uma situação - comeram o pão que o diabo amassou - literalmente! Era um resgate, para o povo egípcio. Prevista em sonho e decodificada pela mediunidade de José. (Gênesis, 47:13-21)
O único empecilho encontrado por José, foi com a classe sacerdotal. Que também possuíam muitas propriedades; mas recusaram-se em vende-las. Pois, esta gente recebia partes das reservas do faraó. (Gênesis, 47:22)
Em vista disso, o governador teve que tomar outras medidas. Como não poderia comprar as terras da classe sacerdotal, pois estes eram escravos psíquicos do "deus" antropomórfico o pai da mentira; utilizavam-se da corrupção, para levar vantagem. Como as medidas de José, foram para atender a um apelo popular, resolveu doar sementes a população para que pudessem cultivar as terras que pertenciam ao rei.
De toda a colheita, comprometiam-se em dar ao soberano, o QUINTO colhido. Ficando os agricultores com a quarta parte. (Gênesis, 47:23-35)
Continua.
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