sexta-feira, 27 de outubro de 2023

A AÇÃO DO "DEUS" ANTROPOMÓRFICO - PAI DA MENTIRA - NO ANTIGO TESTAMENTO. (P - 76)

                                                       I LIVRO JUÍZES - 

                    

                           Após o desencarne de Gedeão, Abimelec - o filho de Gedeão com a concubina - dirigiu-se a Siquém, onde residia seus tios maternos, propondo-lhes aliança. Seu argumento, foi a desvantagem, de Israel ser governado por sete pessoas - todos filhos legítimos de Gedeão - ao invés de um somente; no caso ele próprio. 

                         Os demais habitantes - esquecendo-se da condição de Abimelec - como filho da concubina, acharam a proposta coerente. Concordando, deram-lhe setecentas gramas de prata - do templo de Baal - para financiar, uma possível força armada. Abimelec, reune alguns desocupados e mercenários, que se propuseram a seguir suas ordens. Indo para uma localidade chamada Efra - onde tinha sido residência de seu pai - assassinou todos os setenta irmãos. 

                          Abimelec, nunca foi unido ao Deus Verdadeiro. Depois daquela matança, torna-se um escravo útil, ao "deus" antropomórfico. Hipnotizado pelo pai da mentira, Abimelec, convence os habitantes de Siquém e os de Bet-Melo, a conclamá-lo rei; junto ao carvalho de Siquém. (I Juízes, 9:1-7)  

                        Outro israelita, de nome Joatão - também filho de Gedeão - indignado com o mau feito de Abimelec, anuncia a todos, a sua discordância e indignação; com as atitudes de Abimelec e muito menos, de ter sido declarado rei. Valendo-se de sua palavra concisa, conclama a todos os habitantes, sensatos e unidos, ao Deus Verdadeiro, a repudiar a má escolha, de terem feito rei, um ser abominável, como Abimelec. 

                       Lembrando aos habitantes de Siquém, que aquele indivíduo, era filho de uma concubina; e não filho legítimo da genética, de Gedeão. Pois, os filhos da descendência de Gedeão - e também toda a família - foram assassinados por este usurpador. Depois disso, Joatão foge para outra região, denominada Bera. Para não ser assassinado por Abimelec. (I Juízes, 9:21) 

                       Abimelec, governou Israel durante três anos. Porém, o "deus" antropomórfico - não o Deus Verdadeiro - provocava os habitantes de Siquem, a revoltar-se contra o rei. Talvez - o texto bíblico não é claro - por não ter cumprido, algumas exigências dos siquemitas, Abimelec cai em desgraça. A partir de então, o assassinato dos setenta filhos de Gedeão, é motivo para que a população culpe o rei. 

                    A desordem e a baderna - bem ao gosto do pai da mentira- instala-se entre os israelitas. Emboscadas são criadas e o crime generalizou-se. Sabendo desta situação caótica, o rei inicia uma série de repreensões, contra todos que dele discordavam e o acusavam. Até que, durante uma de suas campanhas genocidas contra a população, aconteceu um fato curioso. Indo o rei até uma certa localidade, chamada Tebes - depois de sitiá-la e dominá-la - dirigindo-se a uma torre, onde estavam escondidos, grande parte da população. Entrando no referido local para incendiá-lo, uma mulher deixa cair sobre a cabeça do rei, uma pedra de moinho. 

                   Com a cabeça muito ferida, Abimelec pede que a mulher, acabe de uma vez com sua vida. Já que não teria nenhuma chance de viver. Depois da morte de Abimelec, Israel teve paz. Caíra sobre os habitantes de Siquém, a maldição de Joatão.  (I Juízes, 9:16-57) 

                   Na verdade, Israel estava dominada - pelo menos por parte de sua população - pelo "deus" antropomórfico e pai da mentira; devido a sintonia com este ser diabólico. 

Continua.

                          

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