domingo, 14 de fevereiro de 2016

ÊXODO -- O BEZERRO DE OURO -- POSTAGEM -- 70.

                    Moisés tendo subido ao monte para receber as "tábuas" da Lei, permaneceu afastado do acampamento durante 40 dias 40 noites. Toda congregação Israelita, não sabendo o que fazer, começou a inquietar-se; como sempre existiram aquelas criaturas ligadas ao mal, aproveitaram da situação para instigar todo o povo, a práticas abomináveis. Os inimigos de Moisés, levantaram suspeitas, dizendo que ele tinha abandonado todo povo no deserto. Os mais exaltados foram exigir que Arão tomasse alguma atitude.
                   Na verdade, Arão teve medo daquela turba descontrolada; ele bem conhecia, o que poderia lhe acontecer se os desagradasse. A maioria pedia-lhe explicações que ele não sabia dar; além do mais, o próprio Arão estava inseguro, e cheio de dúvidas. Por que Moisés tardava em voltar? Para piorar as coisas, Josué estava com Moisés. Arão sentia-se abandonado, e com muito medo; não sabia o que fazer para acalmar a multidão exaltada e embriagada por todo tipo de vícios.
                  Todos gritavam e pedia-lhe, que ele fizesse a imagem de um deus! Queriam  ver, tocar com as mãos; e até mesmo cheirar  aquele que, na imaginação doentia, e embriagada pela satisfação de seus sentidos viciados, tinha libertado todos eles. Não podiam aceitar um Deus que não tivesse forma.
                 Foi então que Arão teve uma ideia; pediu a todos que lhe dessem, todo objeto de ouro que estivessem usando. Com todos os anéis, pulseiras, colares, brincos; Arão derreteu, e atirou no fogo, aquela "bola" maciça de ouro.
                 Arão agiu como que, guiado por uma força poderosa. Primeiro, ouviu uma voz na sua mente, dizendo-lhe que pedisse àquelas pessoas enfurecidas, seus objetos de ouro; logo em seguida, a vontade incontrolável em derreter todos os objetos, e atirar no fogo, o ouro derretido. O próprio Arão se surpreendeu, quando viu surgir entre as chamas, um "bezerro de ouro."
               A turba enlouquecida gritava: "Este é o deus que nos tirou do Egito!"
               A congregação viu surgir diante deles a forma  pensamento que, alguns ainda insistiam em alimentar. Como disse o Mestre: "Onde estiver seu tesouro, aí estará também seu coração." (Mateus, 6:21).
              Arão bem podia rogar a Deus, que lhe inspirasse uma solução; certamente seria atendido, pois seu pedido era justo. No entanto deixou-se dominar pelo medo; e emocionalmente abalado, também não pode controlar a sua mediunidade de efeito físico. Quando o médium não está sintonizado com as forças do bem, através da oração e das atitudes, é governado pelo mal.
            Mas nem por isso, devemos culpar Arão pelo que aconteceu, e pelo que viria depois. Todos nós estamos sujeitos a erros na medida que não vigiamos. Os que caíram no deserto, estes é que, devem assumir as consequências de suas atitudes.
           "E contra quem se indignou por quarenta anos? Não foi contra os que pecaram, cujos cadáveres caíram no deserto?" (Hebreus, 3:17).
             

                 
                  

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