terça-feira, 12 de julho de 2016

LIVRO DE JÓ -- POSTAGEM -- 9.

                              Finda a fala de Zofar, Jó levanta sua voz, em resposta ao que dissera o seu amigo.
                              Exclamou Jó que, os seus dois amigos  também eram pessoas do povo; mesmo com o conhecimento que acumularam, eles não sabiam tudo. Disse também, que ele próprio  tinha conhecimentos, e não se sentia inferior a nenhum deles. Lembrou Jó, que todo homem de bom senso, pode conquistar muitos conhecimentos, sem precisar ser nenhum gênio excepcional para se tornar entendido das coisas que estão a sua volta; pois isso é útil, na vida prática e essencial para a sobrevivência.
                              "Também eu tenho entendimento como vós; eu não vos sou inferior..."
                                Continuando, ele lamenta o fato de ter se tornado motivo de risos para seus amigos, pois ele sempre fora uma pessoa religiosa; e na sua opinião, Deus lhe respondia sempre, caso contrário não teria conquistado o que conquistou. Se considerava uma pessoa reta, por isso o Criador o atendia. Mas achava também, que ser honesto e justo, é motivo de risos diante dos outros.
                                Parando para respirar, continuou Jó, agora com o fôlego recuperado. Disse que, todo ser humano possuído pelo excesso de segurança, abre a guarda! Tanto da mente, quanto do coração; tornando-se frágil sem perceber; então, basta um pequeno deslize para cair no infortúnio.
                                "No pensamento de quem está seguro, há desprezo para o infortúnio..."
                                  Todo tirano tem em mente, que a paz significa, o domínio do poder. Pois Deus para eles, é mera figura de retórica; e religião serve para acalmar e satisfazer as massas. Alega que o principal conhecimento, é saber ler e ouvir a natureza na sua essência. Basta perguntar aos elementos existentes e que fazem parte desta natureza, que as respostas virão por observação e apuração dos sentidos.
                                   "...pergunta às alimárias, e cada uma delas to ensinará; até às aves dos céus, e elas to farão saber. Ou fala com a terra, e ela te instruirá; até os peixes do mar to contarão."
                                        Afirma Jó, que a natureza, bem como todas as criaturas que vivem de seus "frutos," sabem que foi o Criador, seu grande e único Arquiteto. E eles vem lhe falar de sabedoria! Deus é quem detém todo o verdadeiro conhecimento e todas as verdades, que o homem em seu equivocado orgulho e prepotência, pensa que conhece.
                                      Disse Jó que a maior prova disso, está na própria criação! e em suas intrincadas estruturas orgânicas.
                                      "Porventura, o ouvido não submete à prova as palavras, como o paladar prova as comidas?"
                                         Será que, basta envelhecer para se adquirir automaticamente o entendimento das coisas, ou a sensatez? Claro que não! Jó responde que, é o Criador que dá tudo a hora que achar melhor; assim como também, pode tirar. A obra e as Leis de Deus são inquestionáveis, pois não existe outro ser capaz de fazer melhor! Por isso, são eternamente renováveis e jamais desaparecerão.
                                        "...Deus tem a sabedoria e a força Ele tem conselho e entendimento..."
                                         Mesmo a maior inteligência, o maior conhecimento, e o maior poder, que possam existir na face da Terra, Deus despoja-os de seus cargos a hora que achar necessário. No entanto, o Altíssimo somente quer e faz o melhor para a sua criatura.
                                         "...Dissolve a autoridade dos reis, e uma corda lhes cinge os lombos...aos poderosos, transtorna..."
                                              O homem sábio é humilde! Reconhece sua pequenez diante do seu Criador, apenas olhando a natureza a sua volta. Sobre sua cabeça, está toda a grandeza e o poder de Deus. Basta olhar para o céu em uma noite estrelada. Quando o homem na sua loucura desafia Deus, violando sua Leis imutáveis e infalíveis, assemelha-se, à aqueles personagens fictícios chamados "zumbis;" que nas trevas caminha, sem rumo ou raciocínio.
                                        "Nas trevas andam às apalpadelas, sem terem luz, e os faz cambalear como ébrios."
                                         "Assim, pois, todos os que pecaram sem Lei também sem Lei perecerão; e todos os que com Lei pecaram mediante Lei serão julgados." (I Romanos, 2:12).

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