- LIVRO DE SAMUEL -
Em diálogo com o rei Saul, Samuel disse-lhe taxativamente que fracassara; como rei e pessoa humana. O Profeta, referia-se ao desrespeito de Saul, permitindo que os soldados, trouxessem com eles, despojos de guerra; tais como: Rebanho de bovinos, carneiro e caprinos. Todos procedentes do inimigo. Cuja prática, era proibida pela Lei do Deus Verdadeiro. Saul, alegou que tivera medo, dos soldados famintos se revoltassem; caso ele tentasse impedi-los. Alegando também que, os animais eram para sacrifícios ao Senhor; inclusive.
A resposta do Profeta ao rei foi:
"(...)O Senhor quer sacrifícios e holocaustos ou quer que lhes obedeçam? (...)"
O Profeta disse também que, obediência, vale mais que gorduras de sacrifícios, ou para deleite próprio. (Samuel, 15:20-25)
"(...) hoje o Senhor te arranca o reino; e o entrega a outro, que não é de tua descendência e mais digno, que ti. O campeão de Israel, não mente e nem arrepende-se; pois não é homem de arrependimentos. (...)"
Será que ele estava falando de Davi? O próximo rei de Israel, que Saul jamais aceitou como tal? Mesmo tendo que tolerá-lo durante algum atempo? A resposta de Saul, não foi outra; se não concordar e aceitar. Depois disse Saul que, concordava com as constatações do profeta. Alegando que havia pecado contra o Senhor. No entanto, pede ao Profeta para que interceda por ele, junto ao Conselho de Israel e perante todo o povo.
E, também pede a Samuel, para que voltasse com ele; para fazer adoração: "(...) ao Senhor teu Deus (...)" (Samuel, 15:17-30)
Samuel e o rei, partiram juntos, e chegando ao destino, fizeram adoração ao Senhor. Estava também naquele local, Agag; rei de Amalec. Disse Samuel, para que Agag se aproximasse dele. Disse também o Profeta, que Agag, havia deixado muitas mães sem filhos; e por isso, a mãe de Agag, também iria chorar por seu filho. Logo depois, esquartejou o rei de Amalec, na presença do Senhor. Depois voltou para Ramá, e Saul, para casa em Gabaá. Samuel tinha conflitos, por ter feito Saul, rei de Israel.
No restante de seus dias, Samuel não viu mais o rei Saul. (Samuel, 15:33-35)
Parece que - no diálogo com Saul - Samuel anuncia outro monarca para Israel. E, também, o Profeta dá impressão de arrependimento - como está posto - nos versículos, "11" e "35". Como se o próprio Deus, arrependesse do benefício e não da condenação. Na verdade, não o fizera, a pedido de Moisés? (Ex. 32,14); e em Oséias está posto: "Não tornareis a destruir Efraim! Pois, sou Deus e não homem". (Os. 11,9)
Samuel, disserta mais no caso atual, em que o Senhor, dá a sentença definitiva. No entanto, Saul, continua como rei até morrer. O "castigo" vem com seus filhos; impedindo-os de dar continuidade à dinastia de Saul.
Até aí, o Plano do "deus" antropomórfico, seguia de acordo, com sua vontade sombria e diabólica. O mesmo plano de dominação, apresentado por ele a Jesus - séculos mais tarde - na chamada "tentação"; no deserto da Judéia. Após ter sido batizado, por João Batista, no rio Jordão. (Mateus, 4:1-11; Marcos, 1:12-13; Lucas, 4:1-13)
Continua.
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