domingo, 21 de janeiro de 2024

A AÇÃO DO deus ANTROPOMÓRFICO - PAI DA MENTIRA - NO ANTIGO TESTAMENTO. (P - 111)

                                         - SEGUNDO LIVRO DE SAMUEL - 

                   

                           Apesar do título - de segundo livro de Samuel - ser totalmente fictício, poderia ser chamado: "Livro de Davi". 

                          No entanto, o livro de Samuel, foi dividido em dois, pelo autor do texto bíblico. Davi, rei de Judá, em primeiro lugar, ainda não conseguiu toda Israel. E por conseguinte, nascem dois pequenos reinos: Judá e Israel. A princípio, uma guerra entre famílias - de Davi e a de Saul - que não conformaram na perda da dinastia. 

                          Davi é ungido rei em Hebrom. Onde - a conselho do oráculo - prefere estabelecer-se. Porém, Abner, filho de Ner, general do exército de Saul, protege Isbaal filho de Saul. Declarando Isbaal, rei de toda Israel. Assim, somente Judá segue com Davi. 

                           Isbaal, estava com quarenta anos, quando inicia seu reinado em Israel; tendo sido rei por dois anos. 

                           Davi, finalmente estava em sua pátria e livre de perseguições. Pois o sucessor de Saul - mesmo querendo - não tinha condições em dar continuidade às atitudes de seu pai e perseguir Davi, agora rei de Judá. Então, o autor, narra uma nova etapa, da vida definitiva de Davi, como o principal e maior rei de Israel. 

                          O seu filho Salomão - tivera mais fama e misticismo em torno dele - que a mesma glória de seu pai. Durante o reinado de Davi, os filisteus não ampliaram seus domínios, no território de Israel. Não sendo necessário, pois a nação ficou muito fraca, após a derrota. Davi, tendo sido coroado rei no sul, estava de bom tamanho para os filisteus. 

                         Porque Davi, seria razoável e fiel aos seus protetores. Além do mais, a divisão dos israelitas - em duas minúsculas monarquias - era um trunfo para os filisteus. Ter um monarca do próprio sangue ou tribo, era muito positivo e o que todo o povo desejava. Hebrom conserva o santuário, do Patriarca Abraão, que é um padroado e doravante, ainda terá um legítimo sacerdote; Abiatar. 

                        O antigo chefe militar, sobe agora a categoria de soberano. É momento histórico! E o ano é 1000 a.C. 

                         E Jabes de Galaad - do outro lado do Jordão - é uma cidade distante e fiel a Saul. Podendo constituir, um forte ponto de apoio para a dinastia. A mensagem de Davi a eles - pela morte de Saul - é calculada e estratégica. Homenageia o povo de Jabes, unindo-se peal morte de Saul. Em seguida, fala em uma condição vantajosa - prometendo da sua parte - benefícios ao povo. 

                         Afirmando seu poder, Davi sugere sutilmente que, quando morre um rei, nasce outro rei. Os habitantes de Jabes, fora fiel a Saul; agora terão a oportunidade, em apoiar um novo líder. Mesmo tendo sido um chefe carismático, Saul não fundou uma forte dinastia. Não se sabe como, Abner havia saído vivo da batalha, contra os filisteus. Ele se considerava sendo o salvador, ao que restara de Israel. Isbaal, filho e herdeiro de Saul, é um símbolo que se levanta e é manejado habilmente. Porém, salvou-se a continuidade que Abner estava disposto a explorar. 

                         Várias vezes, lê-se no texto hebraico, o nome de Isbaal; transformado em Isboset; para não ser pronunciado o nome de Baal. Davi - por sua vez - não tinha pressa e nem queria subir pela força. Preferindo aguardar os acontecimentos. (II Samuel, 2:1-32)  

                         Era o "deus" antropomórfico, pai da mentira, aguardando para dar o próximo passo. A hora de jogar uns contra os outros! Ambos os seus escravos; e assim, mantê-los dominados. 

Continua.                              

                         

                          

                           

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