sexta-feira, 17 de maio de 2024

A AÇÃO DO deus ANTROPOMÓRFICO - PAI DA MENTIRA - NO ANTIGO TESTAMENTO. (P - 148)

                             - PRIMEIRO LIVRO DOS REIS - 

                         

                                          O exemplo vivo - do que foi explicado - a respeito dos três momentos do oráculo, está na narrativa, da visita de Josafá - rei de Judá - ao monarca de Israel. Na conversa entre ambos os soberanos, pensavam em libertar Ramot de Galaad em poder dos Sírios. Porém, antes de irem para a guerra, consultavam o oráculo. 

                           Então, consultaram quatrocentos médiuns (Profetas) do oráculo. Foi Josafá quem perguntou: "Não restou por aí nenhum profeta do Senhor?" Ora! Somente por esta pergunta, já diz tudo! A resposta do rei de Israel é taxativa: "Resta ainda um! É Miquéias; o qual podemos consultar o Senhor; porém, não gosto dele! Porque não profetiza sortes; e sim desgraças". 

                          Então, ambos os reis - sentados na praça - cada um em seus tronos, e diante deles, os quatrocentos "profetas" falavam e gesticulavam; à moda dos sacerdotes pagãos. Sedecias - filho de Canaã - que havia feito chifres de bronze, disse: "Assim diz o Senhor"; com estes chifres, os sírios serão derrotados! Até serem totalmente destruídos. 

                         Mesmo quando todos os outros profetas, foram unânimes, com a profecia de Sedecias, ambos monarcas, não estavam muitos convencidos do sucesso daquela empreitada. Então, mandaram chamar Miquéias. Antes de Miquéias se apresentar diante dos reis, o mensageiro lembra-lhe que todos os outros "profetas" falaram da boa sorte de ambos os reis. 

                       Um parêntese! Qualquer pessoa - seja rei ou alguém do povo - não gostaria de ser enganado, por uma falsa profecia. Como poderia um rei - em sã consciência - partir para a guerra, acreditando em tantas bobagens, sem nem mesmo, consultar seus generais com suas respectivas estratégias de combate? 

                      E, ainda mais - duvidar do verdadeiro profeta - somente porque este, não fala aquilo que o rei desejava ouvir?  Logo que Miquéias chegou, foi advertido por Acab, que desejava ouvir somente a sorte! Miquéias confirma o que havia dito Sedecias. Porém, Acab não teria a sorte que desejava. (I Reis, 22:17-37)  

                      Enfim! Tudo que Miquéias dissera aconteceu. Principalmente a morte de Acab. No entanto, este não acreditando na profecia verdadeira de Miquéias; que houvera confirmado a falsidade de Sedecias e outros quatrocentos; confirma a falsidade de todos. 

                      Fora mais um dos planos, do "deus" antropomórfico - pai da enganação e da mentira - não conseguiu salvar seu escravo Acab, ao intui-lo que usasse um disfarce, na tentativa de enganar os sírios a não reconhecer Acab. Ou talvez, fizera mesmo de propósito! Porém, foi inútil a atitude de Acab; que morre em combate com uma "bala"; quer dizer! Com uma flexa perdida. Disparada ao acaso! Por um dos arqueiros sírios. 

                    Realmente! Aquele não fora o dia de sorte do rei Acab de Israel. Em uma das Furnas - próxima ao magma terrestre - o "deus" antropomórfico - pai da mentira e enganação - e de todas as abominações, rangia os dentes de ódio. 

"(...)Acabarei com a sabedoria dos sábios e confundirei a inteligência dos inteligentes. Onde há um sábio? Onde há um letrado? Onde um investigador deste mundo? Deus não converteu em loucura a sabedoria mundana? (...)" 

(I Coríntios, 1:19-20)

Continua. 



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