domingo, 12 de maio de 2024

A AÇÃO DO deus ANTROPOMÓRFICO - PAI DA MENTIRA - NO ANTIGO TESTAMENTO. (P - 144)

                              - PRIMEIRO LIVRO DOS REIS -  

                     

                                         O capítulo "21" - do primeiro "Livro dos reis", logo no início, traz uma questão banal, entre o rei Acab e um tal de Nabot; o jezraelita. Este senhor, possuía uma vinha ao lado da casa de Acab; o qual desejava ardentemente adquirir a referida propriedade. Porém, Nabot, recusou-se em vendê-la, por ser propriedade - recebida por ele - como herança de família. 

                            Mesmo depois de muitas insistências da parte do rei, Nabot, recusou todas as ofertas de Acab, para vender sua vinha. O mais inusitado disso tudo, é que Acab, desejava aquela propriedade, somente para formar uma plantação de hortaliças. Em resumo! Acab, enfurecido em seu orgulho ferido, coloca a questão, nas mãos de sua famigerada esposa Jesabel. 

                           O soldado valente, nas batalhas contra os sírios, é vencido - pela fraqueza moral - diante da própria mulher. Notadamente com poderes magnéticos, que frequentemente os utilizava; principalmente contra o próprio marido. No entanto, ela promete a Acab, dar uma solução favorável ao marido. Mesmo que para isso, tenha que utilizar-se dos piores métodos possíveis. E foi o que ela fez. Como sempre, sugestionada - pelos escravos - do "deus" antropomórfico; pai da mentira e de todas as abominações. 

                        Mesmo declarando que era fiel ao Deus Único, Acab, nunca tentou impedir sua mulher, introduzi em Israel, o culto a abominação, chamada Baal. Embora, respeitasse a tradição Javista de Israel, tolerou a propaganda aberta, ao culto baalista e os assassinatos; advindos dos sacrifícios, e aqueles causados, por interesses vários. 

                       Assim, a chamada maldição, das esposas estrangeiras, que - começara a fazer estragos - ainda no reinado de Salomão, dava continuidade com o rei Acab. Porém, Jezabel não seria a última; pois uma filha desta rainha - ocuparia no futuro - o trono de Judá. A região denominada Jezrael, que ficava na parte oriental, da planície de Esdrelon, próxima ao Jordão. Região esta muito fértil. 

                     Nabot - o proprietário da vinha - ambicionada por Acab, era um dos homens mais importantes, da vila. A qual também, o rei Acab possuía propriedades. Por isso, o interesse do rei, na vinha de Nabot. 

                    Então, a rainha elabora um plano pérfido! Para conseguir a referida vinha, que seu marido tanto almejava. Para isso, ela utilizou-se, das próprias leis e costumes, dos israelitas. Supondo uma calamidade na região, seca, epidemia, dentre outras, os juízes teriam que buscar as causas; e então, eliminá-las. 

                   Assim, convida o inocente Nabot, para uma armadilha; para presidir uma reunião ou conselho, e buscar uma solução; para o problema fictício. E, devido a isso, duas testemunhas iriam depor, contra o chefe que presidia a tal assembleia; que era Nabot. 

                  (Lembremo-nos do caso dos Gabaonitas, II Sm 21; e a peste, nos tempos de Davi; II Sm,). O crime é previsto em Ex. 22:27; a pena de morte é por lapidação; e prevista em Lv. 24:16; e a exigência de duas testemunhas, consta em Dt. 17:6. 

                  Sendo inclusive, legal apedrejar o culpado, fora da cidade para não contaminá-la. (Lv. 24:14)

                  Então, Jezabel fala por duas vezes, a Acab; a primeira com tom zombeteiro: "Reinar é isso?" Os conceitos de poder, para a rainha Jezabel, não tinha limites morais, (Mq. 2:1). Pela segunda vez, oferece ao marido, o "fruto proibido"; como boa filha de Lilith, que era. (Reis, 21:1-20)

Continua. 

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