segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

ÊXODO -- AS ÁGUAS AMARGAS E O MANÁ NO DESERTO -- POSTAGEM -- 60.

               Aquela multidão de ex escravos, ainda tomados pelo medo, e ao mesmo tempo, assustados com o fenômeno que acabaram de presenciar, ao passarem entre duas colunas de água, ainda não estavam acreditando no que estava acontecendo.
              Depois atravessar o Mar Vermelho, saíram para o deserto de Sur; após três dias de caminhada, estavam sedentos, e não tinham  mais água. Teve início as primeiras reclamações e lamentações por parte do povo contra Moisés. Tinham encontrado água, porém estava amarga.
             A fonte de águas amargas, (Mara), na verdade, não era prejudicial a saúde humana; o gosto estranho, era devido a determinados minerais, que fazia parte de sua composição química; tais como: Dolomita; que é indicado para batimentos cardíacos, e para quem faz longas caminhadas.
            Outro mineral encontrado naquela fonte no deserto, era o Magnésio, indicado para problemas no estômago. Como podemos perceber, a providência Divina estava com os Israelitas; ora, todo os anos que aquele povo viveu no Egito, beberam das águas poluídas do rio Nilo; estavam contaminados por parasitas, que muito prejudicava sua resistência e o sistema imunológico.
           Portanto, as águas da fonte de "Mara," além de ser 100% potável, era  também uma benção do Senhor para todo o povo. Assim, o Senhor deixou que vagassem com sede, durante três dias no deserto, para então, beber daquelas águas amargas, que na verdade, foi o remédio que curou todo o povo, dos parasitas e doenças adquiridas no Egito.
           Ao invés de agradecimentos, todo o povo preferiu os impropérios e as reclamações, contra Moisés e ao Senhor. O ser humano sempre preferiu a blasfêmia, que o exercício do raciocínio lógico; aquela multidão, em momento algum se questionou, a respeito das coisas que acontecia com eles no deserto; é verdade que eram escravos durante a permanência no Egito; no entanto, estavam com a alma limpa de pecados?
         Estavam recebendo muito; e não conseguiam ver, todas as bênçãos que o Senhor lhes enviava. Por isso, Jesus achou melhor que vagassem durante quatro décadas no deserto para que surgisse os filhos da verdadeira  liberdade e herdeiros da terra prometida;  os pais da futura geração, não tinham a fé e nem o merecimento para tão grande dádiva; tinham deixado o Egito somente de corpo, pois suas almas egoístas e desprovidas de sentimento, ainda continuavam como escravas no Egito.
         "Partiram de Elim, toda a congregação dos filhos de Israel, em direção ao deserto de Sim, que fica entre Elim e o Sinai, aos quinze dias do segundo mês, depois que saíram da terra dos egípcios." (Êxodo, 16:2).
          Novamente, queixas e murmúrios contra Moisés; porque estavam com fome, e não tinham pão e nem carne para comer. Foi então que o Senhor fez cair o maná do céu.
          Em 1927, Friedrich Bobenheimer, da Universidade Hebraica de Jerusalém, descobriu que piolhos de plantas, cigarras e cochonilhas, alimentavam das tamargueiras do deserto de Sinai, excretando o excesso de seus carboidratos, na forma de uma substância adocicada. Esta substância evapora em partículas, assemelhando-se a geada. Assim também acontecia com o maná.
         No entanto, o "maná" da tamargueira, é encontrado somente em pequena quantidade; além do mais, somente pode ser encontrado durante os meses de junho e julho.
         O que a ciência ainda não pode comprovar, era o incomum dos fenômenos acontecidos durante toda à travessia pelas regiões desérticas. O maná enviado pelo Senor, poderia ser assado ou cozido; mas jamais poderia ser armazenado, pois apodreceria. O mesmo fenômeno aconteceria com as "codornizes;" cada pessoa pegava somente o necessário para um dia somente. Assim todos se acostumaria com o necessário somente, evitando os excessos. Saberia toda a congregação, que foi o Deus Único e Verdadeiro, que os livrou da escravidão no Egito.
            Isso nos lembra a multiplicação dos pães e dos peixes, narrados em (João, 6:10-11). Quando Jesus mandou assentar os homens; repartindo o alimento igualmente e necessário a cada um deles.
        
            
             

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